PHILLIPE HALLEY

Dedicação e Autonomia. Essas duas palavras, que carregam consigo uma forte carga de escolhas e experiências, ajudam a contar um pouco da minha história recente. Todavia, antes de entrar nesse breve relato, um resumo para situar-vos.
Em 2005, comecei minha jornada acadêmica (essa caminhada será entendida em breve). O mundo da comunicação se apresentou, tão logo saí do ensino médio. Nesse primeiro momento, na forma do Jornalismo, com suas técnicas, teorias, leituras, textos, textos e mais textos. A magia da comunicação se revelava em cada pequena conquista: uma história que mereceria ser contada, uma matéria com uma denúncia, um programa com opiniões coerentes ou uma fotografia que desperte a população para um fato relevante. Somadas a essa responsabilidade de contar boas histórias, as expectativas pessoais e familiares se fundiam. Com a conclusão do curso em 2008 e a colação de grau no ano seguinte, me tornava o primeiro representante da família a conquistar um diploma universitário. Para eles: a grande conquista, motivo de orgulho e realização. Para mim: não menos. Porém, seria somente o primeiro passo, frente a diversas adversidades e dúvidas.

Alguns desses obstáculos para o recém-graduado se apresentam ainda no decorrer do último ano: estágios, emprego, mudança de área. Nenhuma delas, entretanto, representava alguém que estaria perdido ou que tenha tomada uma decisão equivocada. Uma saída: experimentar outras áreas. Vivenciar essas diferentes experiências amplia as opções de não só atuar no mercado, mas compreender que o conhecimento adquirido na academia pode ser aplicado, de alguma forma, a outros setores da economia.

A experiência em diferentes áreas (moda, turismo e recursos humanos) me motivou a retornar aos estudos. Agora, um novo terreno: pós-graduação. Troca de experiências, nova característica de aprendizado e uma vontade crescente no coração: encaminhar a carreira para a docência. A cada novo módulo concluído na especialização, uma decisão: devo retornar à graduação, para valorizar ainda mais minha primeira faculdade? Em qual área do conhecimento? A comunicação, sempre!

Paralelamente à especialização, iniciei o curso de Publicidade e Propaganda na PUCPR. O encanto pela comunicação retornou, com uma conotação mais criativa e uma dedicação própria muito maior (a primeira palavra apareceu, vejam só…). Com o retorno à graduação, um novo desafio logo de cara: PIBIC. Esse desafio no primeiro período foi prontamente encarado. Um novo horizonte se abria e todas aquelas teorias, técnicas e textos, seriam mais do que honrados: seriam minhas ferramentas de trabalho, agora como futuro pesquisador da comunicação. Essa nova alcunha, que é construída a cada leitura, artigo, evento cientifico ou simplesmente nas conversas informais com os orientadores e as observações das mudanças nas relações humanas, são parte do processo de autonomia (opa, a segunda palavra apareceu). Com a iniciação científica, fui agraciado com a oportunidade de viver uma experiência como pesquisador visitante em outro estado. Morar mais de 500km longe de casa, em uma cidade no interior de São Paulo, frequentando uma universidade pública, com pessoas muito diferentes das do convívio diário e tendo deixado um emprego, pais, amigos, namorada e a comodidade do lar, só aumentaram certeza de que o caminho como pesquisador e professor universitário era o certo.

Lembram da vida acadêmica? Então, o ano de 2012 só iniciou a pavimentação dessa vontade, transformada em sonho construído todos os dias. Os desafios ainda são diversos, mas acredito que a decisão tomada ainda no primeiro período da segunda graduação, se mostra o mais acertado.

Riscos, dúvidas, incertezas… Bem, eles existem. Entretanto, o sonho, a determinação e a fé me mantêm firme na busca dessa conquista. Tenho 28 anos e sei que esse período de 10 anos foi intenso e me preparou para aquilo que a vida ainda reserva.

A vida começa aos 30… ou já começou?

HISTÓRIAS DE VIDA
Author: pollyanna

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