Cooperação

Alvin Toffler disse e nós concordamos: “mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas”. E no curso deste futuro, temos uma escolha a fazer: podemos chegar mais rápido se formos sozinhos. Mas com certeza chegaremos mais longe se formos juntos. Assim, fazendo a escolha de incluir a cooperação em nosso dia-a-dia, não estamos somente aprendendo a trabalhar em equipe. Estamos também entendendo que o mundo está diferente. Algum tempo atrás, a dinâmica na Universidade era diferente. A dinâmica do mercado de trabalho era diferente. Muito mais mecanicista, cartesiano, funcional e linear, o mundo exigia de nós outras habilidades. A organização, a especialização em um ponto específico, a repetição de processos, a obediência a normas sem questionamentos. As transformações na sociedade, na economia, na relação entre as pessoas e delas com as máquinas, a tecnologia, os avanços da ciência, tudo isso instigou os seres humanos a criarem uma nova forma de se relacionarem com o mundo e entre si – mais criativa, dinâmica, orgânica, empreendedora, colaborativa. A inovação passou a fazer parte do nosso dia-a-dia como uma constante, e tudo aquilo que não muda, está fadado ao desaparecimento. A habilidade de ver além, de enxergar novas possibilidades, de criar novas soluções para novos problemas, fazem parte de um novo perfil de estudante, de trabalhador, de cidadão. Neste contexto, cooperar significa reconhecer que não se sabe tudo – mas que os conhecimentos do outro, somados aos nossos, podem produzir resultados grandiosos. Favorecer a diversidade de ideias e opiniões, ouvir o diferente, abrir os olhos, os ouvidos e o coração para o novo, entender o todo e a sua relação com as partes, é aprender em conjunto. É abraçar junto, é deixar de lado qualquer tipo de preconceito e discriminação, e construir coletivamente um mundo onde as coisas acontecem em rede, um mundo mais participativo, mais justo, mais solidário, mais sintonizado.